Profissionais devem investir em conhecimento técnico de carreiras.

As empresas de call center abrem quarenta mil vagas por ano. É um dos setores que mais empregam no país e agora está mais seletivo. “O call center há muito tempo mudou dessa fase de só ser o primeiro emprego, então você tem um analista de sistemas para atuar em um atendimento de tecnologia, um estudante em farmácia um farmacêutico para uma indústria no caso farmacêutica”, explica Neiva Mendes, diretora de RH.

“Eu entrei como operador, mas o fato de ter um segundo idioma pesou muito na contratação”, conta Henrique Cuiabano, assistente de atendimento.

 Na empresa onde ele trabalha, quase metade dos funcionários já fez uma faculdade ou vai se formar em breve. Luciane Oliveira entrou como operadora, fez um curso de administração e hoje é coordenadora de RH. “Foi uma troca eu tive muita vontade e ela acreditou também no meu potencial, no meu trabalho”.

A Luciane também fez outros cursos, só que voltados para a área técnica. Com tanta gente procurando emprego e com um diploma de curso superior debaixo do braço, as empresas estão muito mais exigentes e buscam o profissional que tem maior conhecimento.

A diretora de RH, Márcia Almström, faz seleção de candidatos para várias empresas. “A gente formou muito profissionais em cursos superiores no Brasil, durante muitos anos, e acabou ficando uma janela para formação de técnicos. Hoje a gente sofre com a escassez desse profissional”.

Tempos atrás, para cuidar da portaria de um prédio residencial, o profissional precisava ter só um pouco de experiência e cursado até a antiga oitava série. Agora muitos condomínios têm exigido, além de experiência, ensino médio completo, boa comunicação, curso de segurança patrimonial e, principalmente, conhecimento em informática pra saber operar sistemas informatizados de segurança.

Daniela Pardini terminou a faculdade de administração, abriu um salão de beleza e achou que dava conta, mas percebeu que precisava de mais. “Eu vi a necessidade de conhecer um pouco mais a fundo sobre a profissão, saber das técnicas e poder realmente discutir”. Ela teve que voltar para a sala de aula e fez um curso de cabeleireira durante sete meses.

Para a cabeleireira Ana Rodrigues o curso já fez diferença no orçamento. “Nossa atividade de cabeleireira é boca a boca, então as pessoas passaram a indicar mais porque viram realmente que teve uma mudança melhor”.

“O mais importante é o profissional perceber. O quanto que ele está atualizado e o quanto que ele está capacitado para a atividade em si. Então não obrigatoriamente seria uma pessoa com uma formação superior, mas sim uma pessoa com a qualificação técnica para desenvolver aquela atividade”, explica Márcia Almström.

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