Governos se comprometem a investir mais em educação > Celso Jacob

Sob o lema “Educação pela inclusão social”, a XX Cúpula Ibero-Americana selará o compromisso de desembolsar cerca de US$ 100 bilhões, o maior investimento de sua história em educação, no desenvolvimento de um projeto para universalizar a escolarização de crianças e adolescentes.

“Metas educativas 2021: A educação que queremos para a geração dos bicentenários” é um plano que os ministros da área começaram a elaborar em 2008 e que será apresentado aos chefes de Estado e de Governo que participarão do encontro nos dias 3 e 4 de dezembro na cidade argentina de Mar del Plata.

O projeto visa garantir que as crianças estudem entre 11 e 13 anos, ampliar a participação da sociedade na ação educadora, eliminar a discriminação, fortalecer a docência e favorecer a conexão entre educação e emprego, entre outras pautas.

Segundo a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), coordenadora da iniciativa, bastaria que os países da região aumentassem seus orçamentos em educação na mesma porcentagem que seu PIB para que se conseguisse 80% dos US$ 100 bilhões necessários para a execução do projeto.

Na Cúpula de Mar del Plata, também está prevista a criação de um fundo solidário para a cooperação educativa, com uma verba inicial de US$ 4 bilhões.

O objetivo deste fundo, segundo o secretário-geral da OEI, o espanhol Álvaro Marchesi, é que os países mais ricos colaborem na obtenção destas metas nos países ibero-americanos, onde 8,7% da população é analfabeta e cerca de 15 milhões de crianças não são escolarizadas.

O projeto inclui metas coletivas e particulares, e permitirá aos líderes que irão a Mar del Plata passar da retórica à ação e divulgar suas experiências.

Desta forma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exporá a fórmula brasileira que facilitou o acesso dos mais pobres às universidades mediante bolsas de estudos e a criação de instituições dedicadas às camadas sociais mais desfavorecidas.

Lula também falará sobre o sistema de “cotas” nas universidades para a população negra e o fortalecimento da educação técnica secundária para dotar ao país de mão-de-obra especializada.

Já o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, antecipou em entrevista à Agência Efe que destacará a importância do uso da tecnologia na educação para fortalecer o desenvolvimento e o processo de mudança dos países, desde que esses avanços não signifiquem a perda do “conteúdo humanista” do ensino.

A preocupação em termos educativos da Bolívia passa por “desmontar a educação colonial”, porque após assumir que seu país “é um Estado colonial, com uma educação, história, religião e leis coloniais, é preciso mudar esta educação para não denegrir o próprio”, disse à Agência Efe o vice-ministro de Descolonização, Félix Cárdenas.

Para o ministro da Educação da Argentina, Alberto Sileoni, o “grande obstáculo educativo” da América Latina é a pobreza, por isso seu país destacará a importância de se “melhorar a equidade e a qualidade”, e pedirá para que sejam aumento o investimento em educação obrigatória e universitária, e em ciência e tecnologia.

Enquanto isso, os países centro-americanos apostarão no aumento da escolaridade, especialmente nas zonas rurais, e no estímulo a programas de coesão social para que as famílias com menos recursos possam educar seus filhos.

 

Fonte: Terra

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